sábado, 18 de julho de 2009

Eu ando confusa
Perdida nos meus sonhos
Não sei mais quem sou
A unica coisa que sei
É que você esta mexendo comigo
Não sei o porque
Mas não paro de pensar em você
Ás vezes meus pensamentos se perdem dentro de mim
E só o que eu ouço são meus próprios passos
E meus cabelos balançando com o sopro do vento.
O vento vem na minha direção
Mas não entendo mais
O que ele sopra ao meu ouvido
É como se eu estivesse morrido
Não sinto mais os batimentos do meu coração
Todos os dias parecem ser em vão
Já tentei dizer à minha mente
Que não era por você
Que meu coração pulsava
Mas parece ser inutil
Você ainda assombra meus pensamentos.
As mãos geladas
As linhas embaraçadas
Coisas que eu nunca vou saber...
Talvez um dia não mais acorde
Num sono profundo para sempre ficarei
Com você me aterrorizando nos meus pesadelos.
Eu segurei sua alma nas minhas mãos frias e feridas
Mas hoje elas se abriram e você partiu
É como um relógio,
Um tempo depois
O ponteiro volta para o mesmo lugar.
No fundo dos teus olhos morreu aquele garotinho...
E minhas lágrimas tornaram-se gotas de sangue
Espalhadas pelos cantos de casa
Na janela do banheiro
Escrevi teu nome durante dias
Mas sempre sumia...
Hoje já desisti.
Eu esperei tempo demais
Quando fui lutar
Já não dava mais
Eu já havia morrido nessa batalha
Com uma espada entrelaçada no peito.
Jogada na grama
Numa noite fria
Desenhando seu rosto
Com as estrelas no céu
Lá te guardei...
Chorei por achar que tinha te perdido
Mas agora descobri
Que tu nunca fostes meu.
Senti seu cheiro no ar
Pensei que tivesse voltado
Olhei em volta
E não enxerguei nada
A não ser minha própria sombra.
Mãos geladas
Sangue congelado
É assim que você se sente
Quando você morre dentro de si mesma.
Me olhei no espelho
Mas minha imagem não reflete mais.
A ultima lágrima escorreu devagar e dolorosamente
Como se ela queimasse.

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